Museu da Costa do Dendê

O Museu é uma iniciativa da Comunidade Caxuté, que tem se firmado como um corpo de referência na defesa do legado ancestral Bantu-Indígena no território, buscando construir iniciativas e parcerias que fortaleçam a ancestralidade, a produção do conhecimento das comunidades tradicionais de matriz africana Bantu-indígena, enquanto instrumento de preservação dos saberes e fazeres e fortalecimento identitário.

Segundo o Mapeamento dos Espaços de Religiões de Matrizes Africanas do Recôncavo e Baixo Sul, feito em parceria do governo federal com a Sepromi, em 2015 havia registro de 64 remanescentes de Quilombos no Baixo Sul, alem de 116 templos religiosos, subdivididos em 26 nações diferentes. Valença é o município da região com o maior número de terreiros, 34 ao todo.

A Costa do Dendê é um recorte litorâneo do Baixo Sul, situada entre a foz do Rio Jaguaripe e a Baía de Camamu, a região é um mosaico de praias, baías, manguezais, costões rochosos, restingas, nascentes, lagoas, rios, cachoeiras e estuários. Seus 115 km de litoral abrangem as localidades de Valença, Morro de São Paulo, Boipeba, Igrapiúna, Cairu, Camamu, Taperoá, Nilo Peçanha, Ituberá e Maraú.

Portanto a grande legitimidade do Museu da Costa do Dendê, está na voz das comunidades tradicionais,  visibilizadas neste espaço, fortalecendo um grande tecido socio ambiental, constituído pela tecitura cultural, ambiental, histórica e arquitetônica abordadas neste Museu.

Rodão de Dendê – Um dos espaços expositivos do Museu é o tradicional rodão de dendê, onde o visitante poderá conhecer a extração artesanal do óleo de dendê.

A região leva o nome de Costa do Dendê, porque é ali que concentra a plantação de palmeiras que produzem o Dendê e é onde acontece também a maior produção de Azeite de Dendê na Bahia. Historicamente, o processo da produção do Azeite era feita por uma pedra enorme movida por bois que rodavam para que a pedra prensasse o Dendê, era um processo artesanal e com produção limitada.