Educação

Dirigido por Taata Luangomina, autor da pesquisa sobre a trajetória histórica de mãe Mira e Mametu Kafurengá, um dos temas da abordagem expositiva, a iniciativa conta ainda com a parceria acadêmica da UFRB, do IFBAIANO, da UNEB, da Teia dos Povos, na busca pela inserção da pesquisa científica.

Além disso, o contato direto com os espaços expositivos, como os espaços sagrados da comunidade Caxuté, onde será abordada a cosmogonia Bantu, presente as casas dos nkices, as árvores sagradas, como o Iroco de Kitembo, conduz o visitante a viver a complexa experiência dos sentidos físico e espiritual do universo Bantu-indígena, levando ao processo de difusão dos saberes fundamentais desta cultura, enquanto elemento educacional oferecido ao público.

A difusão dos saberes Bantu indígena é o alicerce da pedagogia do Terreiro Caxuté, criado por mãe Bárbara e utilizada pela Escola Caxuté , a Primeira Escola de Religião e Cultura de Matriz Africana do Baixo Sul da Bahia – reconhecida com o Prêmio de Cultura Afro-brasileira, oferecido pela Fundação Palmares no ano de 2014 e de Patrimônio da Salvaguarda Cultural concedido pelo IPHAN em 2015.

O planejamento curatorial de Taata Luangomina, é voltado para a educação, identificando e contextualizando cada elemento presente no Museu da Costa do Dendê, trazendo informações ricas sobre a cultura afro aborígene, de forma acessíveis ao visitante, proporcionando uma experiência de visitação de trilhas e vivências.